quarta-feira, 25 de novembro de 2009


Hoje acredito que seja um dia daqueles.

Estou fedendo, com calor, uma baita dor de cabeça,estou de recuperação, me sinto feia, gorda,meu cabelo tá um cocô e o tédio paira sobre a minha vida.

Já comecei ouvindo aquele sermão básico da minha mãe,que toda pessoa com mais de 400 anos de idade te dá diariamente,depois fui a escola, aturar aquelas pessoas que não possuem vestígio algum de massa cefálica, almocei naquele moquifo que chamam de feira central,e acabei passando a tarde inteira na rua sentindo cheiro de asfalto à milanesa ao molho de sovaco.

É de morte.Mas passa.

Agora,vou tomar um banho, amanha vou malhar,ver se hidrato meu cabelo e me aproximo de meus amigos,afinal,ando um pouco afastada,confesso.Agora,pé na táboa.
Beijos pro pinto mais lindo do mundo,e pro thiago que nao me ama,mas que eu amo bem grandao.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009


Sempre gostei das coisas da forma mais calma possível, o que é evidente se notarem os tons, sons, aromas, lugares e pessoas que me agradam.
Procuro a agitação quando há algo de errado, quando procuro sair do lugar ou encontrar alguém ou algo para minha própria satisfação.E, neste momento, a calmaria tem sido minha primeira opção.
Tenho os tons ideais necessários para pintar aquilo que quero para o meu amanhã, se houver algum fora de meu agrado, o tempo trata de o deixar na tonalidade certa.
Considerando a variedade de cores, os aromas a serem experimentados e os lugares, pessoas a serem conhecidas,posso dizer que tenho muito pouco tempo e muita tinta a ser usada.
É verdade que levando em conta que as pessoas morrem com uma idade bem maior que a minha,tenho uns bons anos pela frente, mas mesmo assim é pouco para satisfazer toda a minha curiosidade.Acredito que para vocês também.
Às vezes,tenho a impressão de estar perdendo muitas coisas boas a serem vividas.Não é bem assim. Essas coisas são desejadas pela maioria,não por mim,a mesma maioria que me diz estar perdendo tempo.Mas tudo aquilo que tive vontade,desejo de realizar,o fiz.Experimentei de tudo o que quis.E, por hora,ando muito feliz.

domingo, 26 de julho de 2009


As palavras já não têm ocupado muito espaço,não vejo necessidade alguma de usá-las,falar é deveras cansativo e ultimamente desnecessário.
Por certos segundos todas as partes do corpo dizem o que boca nenhuma conseguiria.Dependendo do que se sente, gotas de suor correm,pés e mãos mostram-se inquietos, pelos arrepiam,a garganta aperta,batimentos aceleram, mãos tremem.É inevitável,não dá pra mentir desta forma e é uma certa mistura de Aramaico,Inglês,Italiano,Francês,Português,Casteliano,Hebraico. Todas as línguas em um corpo só.
Agradeço por saber o que pessoas levam décadas para aprender, talvez seja a prova de que experiência não se mede por anos de vida,mas pelos acontecimentos que nos ocorrem.
Não estou dizendo que as palavras sempre são como armas,que só destroem.Em certas ocasiões,uma sílaba não proferida,pode nos custar um grande amor,anos de inimizade e arrependimento.
Estou apenas relatando,sou o que sou hoje pelos erros de ontem e amanhã serei alguém muito melhor,não só meu corpo,meus batimentos ou meus pingos de suor,minhas atitudes talvez tenham me ajudado a dizer aquilo que um dia ignorei,me custou lágrimas de saudade.
Ontem aprendi uma nova palavra,doeu-me saber que abraços são usados para o ADEUS.





quinta-feira, 4 de junho de 2009


Fim...
Não fazia parte do vocabulario que a cada letra iludia, ofuscava a realidade, me tirou noites de sono e com elas se foram os olhos de menina que desconheciam a tristesa.
Aprendi a cuidar,temer,me responsabilizar,escutar.As pessoas já não tinham tanto sabor quanto antes e alguns anos me tinham sido tirados.
Parecia errado e eu não havia crescido o suficiente para destinguir quem dizia a verdade.
Enfim, todo aquele peso sumira e o alivio vinha trazendo consigo uma nova vida.
A cada dia,tamanho alívio dava espaço para que fosse cavado um buraco sem fim,todas as pessoas do mundo por perto não fazem sentido,não quando você não está entre elas,sorrisos são expressões quase extintas,palavras são raras, musicas,filmes,livros,lugares são mais que lembranças.
É mais uma estaca cravada,não tem nada a ver com fim que encerra e pronto,tem a mesma intensidade,só que agora em um peito de alguém endurecido por lagrimas que nao secam.
É amor,só se torna real,quando expulsar de mim,pra que possa ser,enfim e eternamente,seu.

quinta-feira, 23 de abril de 2009


Tudo o que lembrasse cor, cheirasse a terra ou tivesse gosto de chocolate, de qualquer coisa doce que seja,que troussesse sorrisos,levasse lágrimas e desabochasse flores.
As vezes se espera dias,anos para encontrar aquilo que talvez o leve a fechar os olhos de tranquilidade,ou para que se descubra que aquilo ou alguem que se tanto procurou,estava ali.
Não é difícil se ver fechando os olhos para as alegrias impostas em nossos caminhos.
Por isso, dance, cante, chore, plante árvores, corra, abrace, aperte, beije,fotografe, escreva, pinte e borde, como se o ontem fosse uma historia escrita e o amanhã não fosse existir.

sábado, 18 de abril de 2009


Hoje vê,prejuízo demais para apenas 15 anos.
Talvez essa história de destino possa até ser verdade,não escolheu tudo isso, fez por onde, sim, mas se sua vida fosse comandada por suas escolhas, as coisas seriam bem diferentes.
Direita ou esquerda, bem ou mal, encima ou embaixo, vestido ou saia, um livro ou internet, é destino, e não cabe a nós saber a qual opção iremos recorrer.
Sinceramente gostaria de saber no que tudo isso vai acabar dando, precisa se aproximar mais desse tal de destino e entender: porque foi tudo assim?
Se soubesse do desfecho, nem ao início teria chegado. Aliás, acredita que muitos agiriam da mesma forma.
O ser humano teme a dor e o sofrimento, talvez por isso tema à morte.
Não sabe se as consequências de tudo isso, durarão por muito tempo, sabe que continuarão em si mais um pouco, duraram até agora e não pode se iludir achando que amanhã estará "limpa", por assim dizer.
Saudade, arrependimento, amor, decepção...
Já não sabe,já não tem forças para entender.